quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Chuva de Halloween
Expansivo e natural. Com as folhas bem verdinhas. E aquele cheiro de mata. Sente-se um ruído. E são perceptíveis barulhos leves e tranquilos dos animais que viviam naquela noite tão escura. O céu estava repleto de estrelas brilhantes e algumas pequenas densas nuvens. E eu flutuava por elas. Não estava com os pés no chão. Em algum momento um pedaço de mim despencou. Muitos deles começaram a se despedaçar e cair em diferentes pontos de todas aquelas arvores. Eu sentia a terra sendo molhada. Se umedecendo. A reação da minha pele imitava a reação do solo ao meu encontro. Algumas surpresas intercalavam o cheiro molhado que inundava o ambiente. A reação animal diante da minha chegada. Eu representava algo universal e transcendental. O meu físico estava deitado nu, escorrendo por gotas. E o sexo era bom.
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